sábado, 31 de março de 2012

Histórias de Monteiro Lobato

Venham participar conosco do Terceiro Evento do Grupo Descortinando Histórias.

Será dia 28 de abril de 2012, no horário das 16 às 18 horas, no Centro Cultural da Morada do Sol, bairro Botafogo.

Vamos contar histórias de Monteiro Lobato.

Vejam a programação e demais informações no site do Grupo Descortinando Histórias, clicando aqui.


Esperamos vocês !

quarta-feira, 21 de março de 2012

Foi um sucesso...

Caros amigos,

Ficamos muito felizes com o sucesso de nosso evento realizado em 17/03/2012, no Centro de Cultura do Condomínio Morada do Sol; comparecerem vários adultos e muitas crianças.

Contamos histórias de Príncipes e Princesas.

Entre uma história e outra, Ronaldo, integrante do grupo, com muita simpatia, alegrava as crianças com brincadeiras, sorteios de livros e perguntas animadoras. As crianças ficaram o tempo todo ligadas às histórias e ao Ronaldo. Muito alegres esperavam o que vinha em seguida.

As crianças interagiram o tempo todo com os contadores e com as histórias;

A Bia, uma das crianças até nos ajudou na organização e aproximação com o público mirim;  seu lindo sorriso nos cativou e trouxe muita sorte ao evento.

Os adultos também se encantaram com as histórias de Príncipes e Princesas.

No mês de  abril próximo, voltaremos para contar mais histórias; desta vez, contaremos as histórias de Monteiro Lobato, grande escritor infantil.

Não percam; venham curtir conosco esta grande arte de Contar Histórias.

Vejam algumas fotos:













domingo, 26 de fevereiro de 2012

Mais um Evento do Grupo Descortinando Histórias

Olá caríssimos seguidores e visitantes do meu Blog.

Venham participar conosco do Segundo Evento do  Grupo Descortinando  Histórias.

Será dia 17 de maio  de 2012 a partir das 15 horas, no Centro Cultural da Morada do Sol, bairro Botafogo.

Vamos contar histórias de Príncipes e Princesas.

Vejam a programação e demais informações no site do Grupo Descortinando Histórias, clicando aqui .

Ao final vamos sortear um livro entre os participantes

Esperamos vocês !

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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Eventos de Contação de Histórias

Olá amigos seguidores de meu blog e visitantes.

A partir de Março de 2012, o Grupo Descortinando Histórias estará contando histórias no Centro de Cultura do Condomínio Morada do Sol, bairro Botafogo, Rio  de Janeiro. Todos estão convidados.

Anotem em suas agendas as datas a seguir:

17/03/12 - Histórias de Príncipes e Princesas;

28/04/12 - Histórias de Monteiro Lobato;

26/05/12 - Histórias de Mães e Amor;

25/08/12 - Histórias de Pais e Folclore;

20/10/12 - Histórias Infantis;

15/12/12 - Histórias de Natal.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Um Novo Ano está começando !


Reunindo uma enorme quantidade de coisas, atividades, pessoas, motivos que deixaram suas marcas na história do ano 2011, convido a todos, neste 2012, ano que acaba de iniciar com muitas festas e fogos para que façamos no decorrer dele um passeio contagiante e alegre.

Vamos começa-lo com entusiasmo, projetos, animação para realizarmos nossos sonhos. Não deixe de acreditar nos seus sonhos, em você, na vida que começa.

Deus estará presente em tudo e em todos nós. Segurem em sua mão e sigam; Ele lhes ajudará.

Desejo a todos os que me seguem e que sempre me visitam em meu Blog, assim como, a todos os meus amigos, parentes, meus netos, minha mãe e, ao meu querido marido que está sempre ao meu lado me apoiando, me acompanhando e me amando, muitas Felicidades, Paz, Saúde e Prosperidade.

Viva 2012!  Ele chegou brilhando... Ainda há lugar para uma vida melhor...

Assistam a seguir os fogos da virada na praia de Copacabana – Rio de Janeiro, direto da janela de nosso apartamento.


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domingo, 18 de dezembro de 2011

Feliz Natal a todos visitantes de meu blog


Gostaria de estar ao lado de todos que, durante o ano inteiro estiveram presentes em minha vida, pessoalmente ou através desse blog.

O NATAL é um dia de amor e de fazer companhia a quem amamos.

Sei que todos estão se preparando para comemorar o nascimento de Jesus. Cada qual à sua maneira. Eu não poderia deixar passar esta data sem que também me preparasse para a chegada do Mais Ilustre Aniversariante: JESUS.

Escolhi uma história com muito amor para presentear-lhes, esperando também contribuir para a inspiração nesta tão importante preparação.

Meus cumprimentos e votos de muitas Felicidades, Paz e Saúde.





HISTÓRIA DE UMA CANÇÃO

Do livro: NATAL - Tradições, histórias e curiosidades da festa mais esperada
De: Ignez Belsky Lagazzi


Era véspera de Natal de 1818. Após duas décadas de guerra napoleônica, a Europa finalmente estava em paz. Respirava-se paz e tranqüilidade também nas ruas e casas de Oberndorf, cidade de barqueiros, à beira do rio Selzach, na Áustria.
Naquela noite, os habitantes tinham saído de suas casas mais cedo para participar da tradicional missa da meia-noite na pequena igreja de São Nicolau. Vestiam os belos trajes típicos da região, bordados e multicoloridos. Caminhavam com precaução na neve, que caíra há pouco e chovia sob as botas. De vez em quando olhavam para o céu, em que as crianças esperavam ver, de repente, o cometa que guiara os magos a Belém.
___ É pena que este ano a missa não será cantada! _ segredou uma mulher a sua vizinha.
__ Por quê?  -- indagou a outra, um pouco decepcionada.
__ Você não sabe? O órgão não toca mais, porque os ratos roeram o couro do fole, por isso, está mudo.
__ Fazer o que, não é? ... Jesus vai nascer do mesmo jeito. Nós o embalaremos com as orações.
As pessoas entraram na igreja toda iluminada e ocuparam os bancos. O róseo menino já estava no altar. A cerimônia começou quando padre Joseph Mohr subia ao altar.
Mas quando todos já estavam resignados a participar de uma missa sem cânticos, começaram a ouvir o som de um violão. E uma voz de tenor elevou-se... Um canto encheu toda a igreja: Stille Nacbt, Heilige Nacbt – noite feliz ,noite feliz...
Era o presente de Natal que o bondoso pároco oferecia a sua comunidade, um canto novo, uma melodia simples que tocava o coração, alegrava o espírito e era tão fácil que imediatamente outras vozes uniram-se à do tenor. Assim, a igreja logo se encheu de música e de alegria.
Subiam ao céu as notas do canto, que depois começou a ser cantado no mundo inteiro.
Terminada a missa, os fiéis voltaram contentes para suas casas. Foram poucos os que se lembraram de agradecer ao pároco. Quase ninguém se preocupou em saber quem tinha escrito aquele canto tão bonito.  Assim, a maioria ignorou que o texto da música tinha brotado espontaneamente, quase por inspiração divina, do coração simples e bondoso do padre Mohr. Ele logo procurou um amigo organista, Franz Gruber, para pedir-lhe que musicasse seus versos. Gruber não pensou duas vezes. Em poucas horas escreveu a partitura para duas vozes e coro.
Na primavera seguinte, o famoso fabricante de órgãos Mauracher vistou Oberndorf, no Tirol. Consertou o velho órgão, tocou a nova música, ficou entusiasmado e levou consigo a partitura... Foi assim que o canto Noite Feliz conquistou o Tirol e a Áustria, difundido pela multidão de comerciantes que freqüentavam feiras e mercados. Depois, traduzido para diversas línguas, iniciou sua trajetória pelo mundo. No entanto, durante longo tempo, ignorou-se o nome do seu poeta e compositor.
Só 36 anos depois, no final de 1854, os maestros da Capela Real de Belém resolveram descobrir quais tinham sido os autores desse lindo canto. Após algumas pesquisas chegaram à pequena igreja de São Nicolau, em Oberndorf. Mohr e Gruber, porém, já tinham morrido tão pobres e desconhecidos que em Wagrain, a cidade para o qual o padre Mohr foi transferido após ter vivido em Oberndorf, os habitantes tiveram que custear seu funeral.
Hoje, a pequena igreja de São Nicolau não existe mais. Foi derrubada há muitos anos, porque ameaçava ruir. No lugar dela, foi construída uma simples capela comemorativa, ponto de visitação. O livro de visitantes está cheio de assinaturas ilustres. As palavras mais significativas, no entanto, foram escritas por um visitante anônimo:
“Não se esqueça de que essa música é o presente mais precioso que a Áustria fez, não só para mim ou para você, mas para o mundo inteiro”.


NOITE FELIZ

Noite feliz, noite feliz,
O Senhor, Deus de amor,
Pobrezinho nasceu em Belém,
Eis na lapa, Jesus, nosso bem.
Dorme em paz, ó Jesus,
Dorme em paz, ó Jesus.

Noite feliz, noite feliz,
Eis que no ar, vêm cantar,
Aos pastores os anjos do céu,
anunciando a chegada de Deus,
de Jesus Salvador,
de Jesus Salvador.

Noite feliz, noite feliz,
Ó Jesus, Deus da Luz,      
Quão afável é teu coração,
Que quiseste nascer nosso irmão
                                              E a nós todos salvar,                                              
E a nós todos salvar.

Letra de: Pe. Joseph Mohr
Música de: Franz Gruber


Vejam a seguir os vídeos da música Noite Feliz em Alemão e  em Português:


Postagem original no Youtube: Enviado por heilgermany em 22/12/2006


Postagem original no Youtube: Enviado por injetadoseaspirados em 15/11/2011



FELIZ NATAL...

domingo, 20 de novembro de 2011

Antologia Brasileira - A Palavra

Vejam a beleza da narrativa escrita por José de Alencar

Nota: Muitos termos e expressões estão na Língua Portuguesa da época; preservei para manter a originalidade do texto.

A PALAVRA ,  esse dom celeste que Deus deu ao homem e recusou ao animal, é a mais sublime expressão da natureza: ela revela o poder do Criador e reflete toda a grandeza de sua obra divina.
Incorpórea como o espírito que a anima, rápida como a eletricidade, brilhante como a luz, colorida como o prisma solar, comunica-se ao nosso pensamento, apodera-se dele instantaneamente, e os esclarece com os raios da inteligência que leva ao seu seio.

Mensageira indivisível da idéia, Iris celeste do nosso espírito, ela agita as suas asas douradas, murmura ao nosso ouvido docemente, brinca ligeira e travessa na imaginação, embala-nos em sonhos fagueiros ou nas suaves recordações do passado.
Reveste todas as formas, reproduz todas as variações e nuances do pensamento, percorre todas as notas dessa gama sublime do coração humano, desde o sorriso até a lágrima, desde o suspiro até o soluço, desde o gemido até o grito rouco e agonizante.

Às vezes é o buril do estatuário, que recorda as formas graciosas de uma criação poética ou de uma cópia fiel da natureza: aos retoques deste cinzel delicado a idéia se anima, toma um corpo e modela-se como o bronze ou como a cera.
Outras vezes é o pincel inspirado do pintor que faz surgir de repente ao nosso espírito, como de uma tela branca e intacta, um quadro magnífico, desenhado com essa correção de linhas e esse brilho de colorido que caracterizam os mestres.

Muitas vezes é a nota do hino, que ressoa docemente, que vibra no ar, e vai perder-se além no espaço, ou vem afagar-nos brandamente o ouvido, como o eco de uma música em distância...
A ciência tem nela um escalpelo com que faz a autópsia do erro; descarna-o dos sofismas que o ocultam e o mostra claramente àqueles que, iludidos por falsas aparências, julgam ver nele a verdade.

O sentimento faz dela a chave dourada que abre o coração às suas emoções do prazer, como o raio do sol, que desata o botão de uma rosa cheia de viço e fragrância.
A justiça deu-a a inocência como a sua arma de defesa, arma poderosa e irresistível, que tantas vezes tem suspendido o cutelo do algoz e quebrado as pesadas cadeias de ferro de uma masmorra.

Para o tributo é uma alavanca gigantesca, com que desloca as imensas moles do povo e atira-as de encontro às colunas do edifício social, que estremece, vacila e se abate ao peso dessas massas impelidas por um poder quase sobre-humano.
Eis o que é a palavra, meu amigo: simples e delicada flor do sentimento, nota palpitante do coração, ela pode elevar-se até o fastígio da grandeza humana, e impor leis ao mundo do alto desse trono, que tem por degrau o coração e por cúpula a inteligência.

Assim, pois, todo o homem, orador, escritor ou poeta, todo homem que usa da palavra, não como um meio de comunicação às suas idéias, mas como um instrumento de trabalho: todo aquele que fala ou escreve, não por uma necessidade da vida, mas sim para cumprir uma alta missão social; todo aquele que faz da linguagem, não um prazer, mas uma bela e nobre profissão deve estudar e conhecer a fundo a força e os recursos desse elemento de sua atividade.
A palavra tem uma arte e uma ciência: como ciência, ela exprime o pensamento com toda a sua fidelidade e singeleza; como arte, reveste a idéia de todos os relevos, de todas as graças, e de todas as formas necessárias para fascinar o espírito.

O mestre, o magistrado, o padre, o historiador, no exercício de seu respeitável sacerdócio da inteligência, da justiça, da religião e da humanidade, deverá fazer da palavra uma ciência; mas o poeta e o orador devem ser artistas, e estudar no vocabulário humano todos os seus segredos mais íntimos, como o músico que estuda as mais ligeiras vibrações das cordas de seus instrumentos, como o pintor que estuda todos os efeitos da luz nos claros-escuros.

SOBRE O AUTOR:

José Martiniano de Alencar, o mais fecundo talvez e, sem contestação, o mais brasileiro dos escritores nacionais, notabilizou-se principalmente como romancista, mas foi também dramaturgo e comediógrafo, orador parlamentar, jornalista político, crítico e jurisconsulto.
Pelo seu estilo primoroso,  original e inconfundível, pelo seu brasileirismo de assunto e de formas, pelo seu nativismo, que o levou a trabalhar pela formação do dialeto brasileiro, Alencar tem um lugar de superior destaque na história da literatura brasileira.

Como político, saiu deputado geral pelo Ceará em quatro legislaturas e chegou a ministro de Estado, ocupando a pasta da justiça no gabinete de 16 de julho de 1868.
Nasceu no Ceará em 01/05/1829 e, morreu no Rio de Janeiro  em 18/12 1877.

Bibliografia:

O Guarani (1857), romance brasileiro; Cinco minutos e a Viuvinha (1860), As minas de prata e Lucíola (1862), Diva (1864), Iracema (1865), O Gaúcho e a pata da gazela (1870), O tronco do ipê e Guerra dos mascates (1871), Sonhos d`ouro (1872), Alfarrábios ( O garatuja, o ermitão da Glória, A Alma de Lázaro) (1873), Ubirajara, Tu e Senhora (1875), O sertanejo (1876), todos romances, novelas e crônicas, além de numerosas peças de teatro, panfletos políticos,etc.

Fonte: 

WERNECK, EUGÊNIO, 1948 - ANTOLOGIA BRASILEIRA 
COLETÂNEA EM PROSA E VERSO DE ESCRITORES NACIONAIS
26a. Edição - 1948