Carnaval é tempo de festa, de alegria, de folia, de liberdade, de descanso e também fuga para um outro lugar que nos proporciona ficar longe dos festejos, daquela agitação danada. Mas qualquer maneira, jeito que escolhemos curti-lo ele não deixa de ser uma grande festa popular e tem muita história para ser contada, ele está na raiz de alguns de nossos mais importantes patrimônios culturais: Rio de Janeiro, Recife, Salvador onde esta festa é mais forte, onde o povo brasileiro mais participa.
Li essa história no dia 22 de fevereiro de 2004, em um agradável evento de pré-carnaval, promovido pelo Grupo Encantadores de Histórias, do qual faço parte também.
O Carnaval é uma festa como todos nós sabemos tipicamente brasileira, mas não originalmente brasileira.
O Carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C. época em que os Gregos comemoravam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Inicialmente era uma festa condenada pela Igreja, pois ao se evoluir os gregos e romanos passaram a adotar práticas e bebidas condenadas pela igreja.
Mas em 590 d.C o carnaval passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica e foi aí que o carnaval passou a ser uma festa comemorada através de cultos oficiais, onde às práticas inseridas antes foram fortemente modificadas aos olhos do povo já que fugia das reais origens da festa, como os festejos pela alegria e pelas conquistas.
Em 1723, no início do século XVIII aproximadamente, o carnaval chegou ao Brasil pela influência europeia e era realizada através de desfiles de pessoas fantasiadas e mascaradas.
Mas só em meados do século XVIII que a festa foi grandemente adotada pela população brasileira, tornando o carnaval uma das maiores comemorações do país.
Veio substituir uma festa popular meio esquisita trazidas pelos portugueses: o entrudo onde os foliões comemoravam jogando água, farinha e ovos uns nos outros.
Esta prática foi logo proibida pois causava grandes constrangimentos nas pessoas que não aceitavam tais brincadeiras. Com esta proibição foi que começaram as passeatas nas ruas do Rio de Janeiro, organizadas pelas pessoas ricas da cidade.
Chiquinha Gonzaga foi a primeira dama do carnaval do Brasil que saiu pelas ruas cantando acompanhada pelos foliões fantasiados e mascarados:
Oh, abram alas que eu quero passar!
Oh, abram alas que eu quero passar!
E a festa do carnaval tomava gosto e alegria.
E veio o “ Bloco da Alegria”, o primeiro bloco que desceu do morro e foi pelas ruas da cidade cantando como Chiquinha Gonzaga. Dançavam e pediam passagem para as suas fantasias.
Este bloco era formado por pessoas simples mas muito bem fantasiada: de índios, baianas, Sheiks, animais e tantas outros. Eles dançavam, se divertiam e chamavam quem estava triste nas janelas.
Interessante é que este Bloco da Alegria, se esbaldava também fazendo o “entrudo”, que já era proibido. Quando encontravam com a polícia gritavam: Chi!!! Olha lá! Parece que a polícia resolveu encrencar com a festa de rua. Se divertir podiam , mas jogar água e farinha nos outros não, dizia a polícia. E assim o entrudo foi sumindo,, sumindo até desaparecer de vez. Mas a festa não,continuou com muitas marchas de carnaval, ginga e diversão!
E ai surgiu o “Zé Pereira” um português, dono de uma venda que foi chamado pelo bloco da Alegria para brincar. Mas ele não foi só, levou um bumbo e um tambor para matar a saudade das festas que se faziam nas ruas de Portugal. O o Bloco da Alegria delirou com a novidade. E gritavam:
Viva o Zé Pereira... que veio de Portugal dar mais molho ao nosso carnaval.
Mais animados o bloco dos foliões transpirando de alegria continuavam subindo e descendo pelas ruas da cidade, puxando todos, contagiados pelas músicas e pelo bumbo e o tambor do Zé Pereira. E apareceram as pessoas fantasiadas de Pierrô, Colombina e Arlequim.
O Pierrô na França, é sinônimo de “mané besta”, imbecil, tolo. Esta figura, foi copiada mesmo do tipo Polichinelo, o Pierrô que viveu no início do século XVI, quando integrava o teatro cômico nas peças de Carolet, Fuzeler, Le Sago, Parnad e outros autores, com sucesso absoluto na literatura napolitana.
A Colombina é uma das figuras principais da Comédia italiana, que aparecia geralmente nos teatros de feira. Ela era principalmente, uma viúva e irrequieta soubrette. Esta personagem foi modificando ao passar por diversos teatros, mas em geral conservou-se o vestuário branco, avental verde e pequena touca posta com graça.
Durante suas apresentações nos teatros ora era amante de Pierrô e Arlequim, ora mulher de Arlequim e Pierrô.
Arlequim é o nome famoso de um diabo, gênio do mal, espírito das trevas, vivido com façanhas nas lendas da Idade Média. Na antiga comédia ele aparecia vestido no teatro com retalhos de panos de cores diferentes.
Dependendo do país em que era teatralizado o Arlequim aparecia de modos diferentes como:
Para os gregos – aparecia mascarado,tendo na mão direita uma varinha, com poderes excepcionais para o mal.
A Itália – criou o Arlequim a seu modo, isto é, pondo-lhe uma mão na espada e na cabeça, um chapéu preto de abas alongadas.
Na Alemanha, na Espanha e no Brasil, o Arlequim se nacionalizou, dentro das características de seu povo.
Em Paris – originou-se das fantasias coloridas, confeccionadas por costureiros famosos, pois o uso das máscara foi proibido.
Até hoje no Brasil o Pierrô é o apaixonado pela Colombina que vive só cantando:
Por causa de uma Colombina, acabou chorando... acabou chorando!
Mas a festa de carnaval continua alegre com o Bloco da Alegria.
O Rei Momo outra figura do carnaval, aparece, ele é embaixador do carnaval seguido por uma comitiva de belas odaliscas. Ele é uma figura carnavalesca que surgiu nos grandes, bailes de carnaval.
Ele como diz a tradição enquanto as pessoas se divertiam nos grandes salões o Rei se deliciava com a ceia que o aguardava sobre a mesa decorada, pois além de muito alegre é também comilão e beberrão, razão pela foi inspirado no deus grego Dionisio.
Saindo do Rio de Janeiro o Bloco da Alegria contagiou Recife onde a folia ganhou as ruas da cidade ao som contagiante do frevo, a grande alucinação do carnaval pernambucano.
Daí dessa fervura o Bloco da Alegria pediu passagem e desceu para as praças e ruas da cidade de Salvador. Lá a coisa esquentou, pois juntou aos blocos que catavam e batucavam em seus instrumentos de percursão, celebrando o jeito baiano de brincar o carnaval.
Em Salvador há também os trios elétricos, caminhões de som em que os músicos colocaram toda a a eletricidade que viram brotar das ruas.
Depois dessa trajetória toda pelas regiões do Brasil voltou o Bloco da Alegria para as ruas do Rio de Janeiro e caiu de novo na farra, cantando uma marcha-rancho em homenagem à cidade maravilhosa:
Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil!
Cidade maravilhosa, coração do meu Brasil!
Hoje tem gente de todo mundo querendo participar da alegria do nosso bloco. E pra atender a todos, o bloco se multiplicou em muitos e, se transformou em uma enorme ESCOLA DE SAMBA.
O que era festa de rua passou a ser um grande show fechado, com ingressos que acontece no sambódromo da cidade maravilhosa e é considerado o maior espetáculo da Terra.
Mas, a festa continua!
Vejam a alegria de nosso Grupo: Encantadores de Histórias
Dia 30 de Janeiro é o Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos.
Que maravilha! Elas nos trouxeram mais conhecimentos, mais criatividades, mais estímulos, mais cultura e entretenimento. Estas histórias vieram para ajudar ainda mais, no hábito da leitura. O quer dizer “História em Quadrinhos? É a arte de narrar uma história por meio de sequências de desenhos ou figuras. Sua Origem: Bem antiga. Remonta a Pré-história, encontradas nas chamadas pinturas rupestres, cujos desenhos mostravam cenas do cotidiano nas paredes de grutas e cavernas. No Egito encontraram também desenhos e hieróglifos em baixo relevo contando a vida dos faraós. Temos ainda outras narrativas representadas por figuras que nos reportam a estas histórias como: A Via-Sacra, as Tapeçaria Medievais, os Vitrais Góticos e os Livros Ilustrados de diversas épocas. Caminhando mais para nós surgiram os Balões (faixas com palavras escritas junto a boca dos personagens) que nos levam as ilustrações europeias desde o século XIV. Mas foi a partir do século XIX que o texto começou a acompanhar o desenho. As histórias de quadrinhos recebem diferentes nomes dependendo do pais onde são divulgadas: Em Portugal - “Histórias aos Quadrinhos”; Nos Estados Unidos - “Comics”; Na Itália - “Funetti”; Na França - “Bandes Dessinées”; No Japão - “Mangás”. No século XIX alguns artistas como o suíço Rudolph Topffer, o francês Georges Colombi e o italiano Angelo Agostini já haviam pensado em unir texto e imagens. No sentido moderno do termo Histórias em Quadrinhos, foi o artista norte-americano Richard Felton Outcault quem iniciou esse tipo de produção literária em 1895. Embora as Histórias em Quadrinhos, usando personagens fixas, contando histórias por meio de ações fragmentadas em balões, surgiram primeiramente nos jornais sensacionalistas de Nova York, não definiram o marco importante que caracterizaram as Histórias em Quadrinhos propriamente ditas, pois este marco se deve a revista em quadrinhos “Yellow Kid” (Menino Amarelo). Yellow Kid seria no entanto o embrião do formato padrão em quadrinhos como conhecemos em nossos dias. Menino Amarelo foi o primeiro personagem a ter voz própria através do uso de balões causando integração entre personagem desenhado e texto em cenas sequenciais. No Brasil estas histórias começaram no século XIX num estilo satírico como Cartuns, Charges ou Caricaturas, estabelecendo depois com as populares Tiras (faixa horizontal de uma história de quadrinho). Já as revistas propriamente ditas no Brasil tiveram início no século XX. São elas importantes meios de entretenimento e influencia na vida cotidiana Maurício de Sousa é o maior nome dos quadrinhos nacionais. Foi o único a viver exclusivamente dos lucros de suas publicações, “A Turma da Mônica “. Vejam os nomes de algumas revistas de Histórias de Quadrinhos que percorreram o mudo: - Little Nemo de Winsor McCay - Mutt & Jeff de Bud Fisher: - Popeye de E.C. Segar; - Krazy Kat de Georges Herriman; - As revistinhas de Walt Diney criadas a partir de 1933, Mickey Mouse, Pato Donald eTio Patinhas; - Tarzan (herói das selvas) – imortalizado nos traços de Burne Hogarth a partir de 1929; - Superman (primmeiro super-heroi com identidade secreta) – de Siegel and Shuster, considerado por muitos como o personagem que marcou o início da Era de Ouro dos Quadrinhos. - Tupânzinho de Minani Keizi - MAD de Harvey Kurtzman - Luluzinha da Ed. Abril; - Na década de 70 as histórias do Zorro e do Zé Carioca; - Didi & Lili em 2010 - Tico-Tico – lançada em 1905 a 1957, considerada a primeira revista em quadrinhos do Brasil. Esta revista teve colaboração de artistas de renome como o carioca José Carlos de Brito e Cunha, conhecido como J. Carlos, responsável pelas mudanças gráficas da revista; o italiano Max Yantok, com o pseudônimo de Nicolau Cesarino e o gaúcho Alfredo Storni. São tantas revistas de quadrinhos até hoje que nos dificulta a listá-las. - A revista Pererê, lançada por Ziraldo em 1960; - Mais recentemente a Editora Positivo lançou uma coleção incrível de Ziraldo "Coleção A Turma do Pererê" composta por 10 livros: O Armazém do Mundo; Fazendo Eco + Numa Fria; Tininim, o Galã; O Planeta Azul; A Edelvinha; Nós Versos Nós; O Mais Brasileiro; O Quiproquó; Livre Para Ventar e a Ponte do Rio Uai. Ziraldo também lançou o "Menino Maluquinho" , uma divertida história; - As revistas de Maurício de Sousa na década de 70; - A Série Mitos Recriados em Quadrinhos escrita por Wellington Srbek e desenhos de Will fazem sucessos em nosso século. - A coleção "Literatura Brasileira em Quadrinho", lançada pela Editora Escala Educacional, reúne obras - em geral contos de grandes nomes como: Machado de Assis com os contos Memórias Póstumas de Brás Cubas, O Enfermeiro, A Cartomante, A Causa Secreta e o Alienista. Lima Barreto: A Nova Califórnia, O Homem que sabia Javanês e o Triste Fim de Policarpo Quaresma. Manuel Antônio de Almeida: Memórias de um Sargento de Milícias. Aluísio Azevedo: O Cortiço. - Encontramos também nos dias de hoje em forma de quadrinhos alguns clássicos da literatura innfantil: pela Editora L & EPM As Mil e uma noites; Um Conto de Natal. Pela Editora Nemo Peter Pan;
São tantas revistas de quadrinhos até hoje que nos dificulta a listá-las. As Histórias em Quadrinhos tornaram-se importantes na Educação e trouxeram grandes benefícios como: a)- Encantamento pelos Quadrinhos – levam a ações rápidas, são de fácil compreensão e provocam boas risadas nas crianças; b)- Despertam o gosto pela leitura – é um tipo de texto que torna divertido o ato de ler; c)- Colaboram na Alfabetização – pelo fato de dirigir indicações que remontam a significados, mesmo sem o conhecimento da palavra contribuem na info-alfabetização; d)- A palavra destacada nos quadrinhos fica provavelmente registrada na mente da criança; e)- Permite identificar o sentido ocorrido nos quadrinhos; f)- As onomatopeias servem para diagnosticar sons e, também permitem o conhecimento das letras do alfabeto. É mais fácil ler um som do que uma palavra no início da alfabetização; g)- É possível “ler” uma História em Quadrinhos através das marcas de sons, pela apresentação dos balões. Por exemplo: Se o balão possui uma sequência de bolinhas na direção do personagem, este está pensando; h)- Estimula a criatividade – a criança não conhecendo as letras cria a historinha que estimula com prazer. Contar histórias levando a criança visualizar e compreender o que está vendo e ouvindo é tudo de bom. Experimentem fazer isto com seus filhos. Compre uma revista de quadrinhos para eles e deixem-os se deslumbrarem com as gravuras e falas dentro dos balões. Vão às livrarias e bibliotecas com eles. Lá poderão eles mesmos encontrarem seus livros e revistas em quadrinhos. Eles vão abri-los e e se divertirem à sua maneira, pois cada criança pode ler do seu jeito sozinha a história que lhe agradar mais. Aproveitem que dia 30 de janeiro é o dia Nacional das Histórias de Quadrinhos e levem seus filhos para se familiarizarem com elas. Certamente na livraria e biblioteca mais próxima de sua casa exista uma. E X P E R I M E N T E M! Vejam abaixo um resumo dos 8 motivos para incentivar seu filho a ler Histórias de Quadrinhos. Coloque- os em lugar de destaque na sua casa ou escola. Leia-os diariamente e pratiquem -os sempre. Seu filho vai lhes agradecer. 1 – Contribuem na pré-alfabetização; 2 – Ajudam no processo de alfabetização; 3 – Despertam facilmente o interesse das crianças; 4 – Estimulam o hábito da leitura; 5 – Exercitam diferentes habilidades cognitivas; 6 – Unem cultura e entretenimento; 7 – São de fácil acesso e baixo custo; 8 – São recomendadas pelos: - PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais, - RCNEI – Referencial Curricular na Educação Infantil, - PNBE – Programa Nacional Biblioteca da Escola. O texto acima é o presente que o Grupo Descortinando Histórias oferece a todos os Pais, Professores e Educadores de nosso Brasil no dia Nacional das Histórias de Quadrinhos.
A todos que me prestigiaram durante o ano de 2013, visitando
meu Blog, deixando seus comentários, quero hoje desejar-lhes UM FELIZ NATAL e
um ANO NOVO cheio de ALEGRIA, FELICIDADES, PAZ, SAÚDE e MUITAS HISTÓRIAS para
compartilhar.
Aos meus visitantes de outros países um FELIZ NATAL E
PRÓSPERO ANO NOVO. O AMOR DE JESUS É UNIVERSAL.
Português – FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO
Italiano – BUON NATALE E FELICE ANNO NUOVO!
Inglês –
MERRY CHRISTMAS AND HAPPY NEW YEAR!
Francês - JOYEUX NOEL ET BONNE ANNEE!
Malaio – BRENDA KRISMAS DAN SELAMAT TAHUN BARU!
Alemão -
FROHE WEIHNACHTEN UND EIN GUTES NEUES JAHR!
Assistam abaixo como presente de Natal, os clips com as
músicas: NOITE FELIZ e AVE MARIA encenados pelas crianças do Ballet Brasil, da
Ilha do Bom Jesus, Rio de Janeiro- RJ, dia 15/12/13.
Noite Feliz
Ave Maria
Agradeço a permissão concedida para a exibição dos clips às
professoras do ballet, Cristina Bergo e às mães com as quais conversei das
crianças participantes.
Sempre procuramos estar presentes aos eventos de contação
de histórias, pois é uma das maneiras de ficarmos mais próximos de outros
contadores e de suas histórias.
Em 04/12/2013, aconteceu na Biblioteca Popular do Botafogo- Rio de
Janeiro o evento: “Encontros Literários” da Prefeitura da Cidade do
Rio de Janeiro- Secretaria Municipal de Cultura, coordenado pelos contadores de
histórias: Cléo Mota e José Mauro Brant.
Ao iniciar o evento, José
Mauro Brant disse uma frase que me marcou:
“O trabalho é a extensão
das mãos e o livro é a extensão da imaginação”. Frase bem colocada e apropriada
para o que viria no decorrer do evento, pois, ali o livro teve destaque,
através das belas histórias contadas por vários contadores de histórias.
Fomos agraciados também neste dia com a presença de uma
grande e rica contadora de histórias, Clara Haddad, que nos falou sobre sua
carreira como contadora de histórias, respondeu algumas perguntas
feitas por José Mauro
e nos contou uma história de seu repertório.
Ela é brasileira de origem sírio-libanesa, residente em Portugal.
Como profissão, é
atriz e contadora de histórias.
Como contadora de histórias, dedica-se de coração e nos
beneficia com grandes projetos como:
- “Escola de Narração Oral” - projeto itinerante pioneiro em Portugal do qual é a fundadora.
- Encontro Internacional
de Narração Oral “Porto de Contos”do qual é a produtora.
Sua experiência nos envolveu, fazendo cada um de nós
contadores de histórias presentes pensarmos sobre este caminho e nesta gratificante
profissão.
Dando continuidade ao evento, vários contadores de histórias
presentes contaram lindas e enriquecedoras histórias. Após as histórias, Jomar
leu um belo Poema e Lu Varello falou também um poema de Carlos
Drumond de Andrade.
A última atividade, bem peculiar nos encontros promovidos
por José Mauro Brant, foi posicionarmo-nos em círculo, entrelaçando os braços,
para ficarmos bem pertinho uns dos outros e sentirmo-nos bem unidos. Logo em
seguida, agradeceu a todos, terminando definitivamente este rico evento com um
abraço de todos.
Nós, do
Grupo Descortinando Histórias, procurando sempre aperfeiçoarmo-nos na Arte de
Contar Histórias, participamos ativamente das oficinas realizadas no Teatro
Dulcina, durante o evento “Dulcina Abre o Pano”, coordenado pelo ator e
contador de histórias José Mauro Brant.
Oficinas:
1 - O
Contador de Histórias – ministrada pelo contador de histórias José Mauro Brant.
2 - O
Contador de Histórias Módulo Prático, também ministrada por José Mauro Brant
3 – Mala de
Leitura – Ministrada por Maurico Leite.
4 – Mito e
Ritual na Tradição Oral – Ministrada por Maria Inês do Espírito Santo.
No
transcurso das oficinas, fomos nosaperfeiçoando nosso jeito de contar histórias,colocando empráticas as inúmeras dicas e sugestões, tais como: tonalidade da voz,
comportamento diante da plateia, amizade com a história contada, relação e
delicadeza com os objetos manuseados durante as histórias.
Todas as
dicas e sugestões nos foram transmitidas de forma muito didática e amável por
estes ilustres contadores.
Maria Soares muito bem contou e encantou com a
história autoral:
“A Moça Tecelã” de Ana Maria Machado.
Eu contei uma
história, também autoral, de Ana Maria Machado “Menina Bonita do Laço de Fita”.
Além de
participarmos das oficinas também estivemos presentes durante a maratona
“Outubro de Contos”.
Foi ótimo!!!!
Vejam, abaixo, algumas fotos tiradas durante as Oficinas e da Maratona de Contos.
Visão geral do Teatro Dulcina.
José Mauro Brant comandando a Maratona de Contos.
Maria Soares e Valéria, com Maurício Leite.
Ronaldo Prado, dando aquele apoio na filmagem.
Apresentações de histórias dos participantes na oficina
"O Contador de Histórias"
Grupo de contadores que participaram das oficinas.
Da esquerda para direita:
Ronaldo Prado, Valéria M. Prado, José Mauro e Maria Soares
Como contadora de histórias, quero parabenizar hoje as
crianças do meu Brasil e do mundo todo.
Meu especial abraço, também, para meus netos, sobrinhos netos
e para todos aqueles que me consideram sua tia-avó.
Em homenagem a este dia encantador, publiquei duas histórias
que nos ensinam a viver melhor nesse mundo e às crianças compreenderem melhor
suas emoções e sentimentos.
Ofereço meu presente a todas as crianças, com o link abaixo,
de uma música que me encanta desde a infância. Acompanhem-na com a letra de Francisco
Alves.
Hoje só tem surpresas. Para os pequeninos, conto uma linda
história de um porquinho que sai a procura de amigos.
Espero que gostem como eu gostei.
A - HISTÓRIAS:
1 - A Galinha dos Ovos
de Ouro
Era uma vez uma menina muito pobre que, um dia, encontrou uma
galinha presa num arbusto. Com muito cuidado, libertou a avezinha e levou-a
para casa para cuidar dela.
Quando estava tratando da galinha, apareceu uma fada que lhe
disse:
__ Por causa de seu bom coração, todo dia esta galinha botará
um ovo de ouro e nunca faltará nada a você...
E assim foi. Toda manhã, sem falta, a menina recolhia um ovo
de ouro e o vendia. Com o dinheiro, comprava tudo de que necessitava.
Um dia, a menina encontrou alguns garotos comendo maçãs do
seu pomar. Muito zangada, ela os expulsou de lá.
Agora que ela vivia tão bem, já não se lembrava mais do que
era passar fome e não ter oquecomer.
No dia seguinte, quando foi apanhar o ovo de ouro, deparou-se
com uma desagradável surpresa: Era um ovo comum.
Ela logo entendeu que o castigo era merecido.Por isso, procurou os garotos que havia
expulsado, dividiu sua comida com eles e os presenteou com brinquedos.
Então a fada voltou a recompensá-la com ovos de ouro, para
que pudesse continuar fazendo o bem.
Esta história foi retirada do livro, CLÁSSICOS ENCANTADOS.
Publicado no Brasil por: Girassol Brasil Edições Ltda.
Impresso na Espanhapela editora: TODOLIBRO EDICIONES, S.A
Tradução: Mô Cunha.
2 - O Pequeno
Jornaleiro
Em uma pequena cidade do interior, morava um menino chamado
Roberto.
Pela manhã, quando não tinha deveres da escola, ajudava seu
pai que entregava jornais na praça principal, e gritava:
__ Jornaleiro! Olha o jornaleiro!
Ele conhecia as pessoas que ficavam por ali e fazia muitas
amizades.
Todos o chamavam carinhosamente de Beto.
Senhor João, o dono da banca de jornais, admirava o menino:
__ E aí, Beto, já distribuiu todos os jornais hoje?
__ Sim, senhor. Agora, vou para casa almoçar e depois para a
escola.
À tarde, Beto ia todo feliz para a escola, pois gostava de
ajudar o pai e também de estudar.
Algumas vezes, ele parava para ver os meninos jogando bola em
um terreno ao lado de sua casa e vibrava a cada gol que eles faziam.
Entre esses garotos havia um em que, sempre que via o Beto,
começava a maltratá-lo.
Ele ficava triste ao ouvir as palavras feias que o menino lhe
dizia, então, afastava-se e continuava seu caminho.
Certo dia, passando por uma rua movimentada, viu um belo cãozinho
sair correndo de uma casa, exatamente quando vinha um rapaz andando de
bicicleta, pela calçada.
O menino não pensou duas vezes, jogou no chão sua mochila e
pulou para salvar o cãozinho. Foi uma gritaria:
__ Cuidado, garoto! Saia daí!
Foi só um grande susto! Ele caiu, mas impediu que o
cachorrinho fosse atingido pela bicicleta.
__ Menino, como você foi pular na minha frente desse jeito?
Que correria! O rapaz ficou todo preocupado, pois sabia que
não deveria estar andando de bicicleta pela calçada.
Quase provocou um acidente. Felizmente, Beto estava bem:
__ Não se preocupe. Não foi nada.
Uma senhora que viu tudo dirigiu-se a ele, dizendo:
__ Meu bom menino, você foi muito corajoso. O cachorrinho pertence
ao meu filho. Ele agradecerá muito oque
você fez!
Neste momento chegou, todo agitado, o menino, dono do
animalzinho.
Era o mesmo que maltratava o Beto.
Sua mãe contou-lhe o ocorrido.
__Meu filho, agradeça
a este jovenzinho a boa ação!
O menino, arrependido das coisas desagradáveis que dizia ao
Beto, estendeu-lhe a mão:
__ Obrigado por salvar meu cãozinho. Espero que esqueça todas
as vezes que maltratei você.
Beto sorriu e disse:
__ Tudo bem, o mais importante é ter reconhecido seu erro. De
hoje em diante, trate as pessoas como gostaria de ser tratado e você será
feliz.
Entendendo as palavras do pequeno jornaleiro, o menino nunca
mais maltratou ninguém, e os dois tornaram-se grandes amigos.
Esta história encontra-se noLivro: O Pequeno Jornaleiro